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Este alerta chega do vereador não executivo David Mendes (CDU), que se mostra preocupado com a reputação dos autarcas em geral e com os de Azambuja em particular.
Correio de Azambuja- O senhor vereador, alertou há pouco em sessão de câmara que os autarcas têm de mudar, a que se referia em concreto?
David Mendes- Os autarcas Têm que se focar na natureza dos próprios municípios, isto é, para que serve um município? Quero dizer com isto que muitas vezes os municípios tratam de tantas funções, que esquecem o que é essencial, ou seja um município não existiria, se não existisse espaço público e ás vezes isso é esquecido.
Já não vou falar dos grupos de pressão que existem no seu interior, para conduzir as coisas de uma determinada maneira, e em que os autarcas nada fazem para o combater. “O vereador acha mesmo que as câmaras e deveriam mesmo avançar com processos disciplinares quando ocorressem falhas graves ou indícios muito fortes de atitudes menos corretas (aludindo claramente a uma reportagem da passada semana da nossa colega TVI, em que fica muito mal explicada a gestão socialistada câmara de Pedrogão Grande, depois da calamidade de 2018).
É sobre este tipo de comportamentos que eu refiro que é preciso mudar o chip, que levará a uma economia de meios, já que se é verdade que Azambuja, por exemplo atravessa uma generosamente folga financeira, não quer dizer que dentro de 2 ou 3 anos não venha a ter problemas e, nessa altura, ” irão dizer que não fazem porque não há dinheiro “ e voltamos ao mesmo.
Aliás continua a haver “falta de planeamento e está-se a gastar dinheiro em projectos sem público que depois ficam aí a degradar-se”.
Correio de Azambuja – Numa altura em que se debate a passagem de competências do governo para as autarquias, acha que o município tem competência para se responsabilizar por temas como a Educação ou a Saúde?
DM- Não! E não porquê, em relação às transferências programadas, há criticas por parte da Associação Nacional dos Municípios Portugueses e pessoalmente acho , por exemplo que em matéria do ministério da Educação, o dinheiro cada vez é menos e as responsabilidades são maiores.
A CDU, considera que não deveremos aceitar novas competências sem um esclarecimento financeiro, ou seja, aceitar se houver contrapartida real, passando-se o mesmo entre a câmara e as freguesias quando há delegação de competências. Tantas vezes se critica a junta de Azambuja em relação à limpeza urbana, mas se calhar, a junta tem escassez de meios. Isto quer dizer que podíamos ir mais longe. Era aí que devia ser gasto o dinheiro e não em obras sem interessa, até porque um cidadão sente-se melhor quando vive num local cuidado.
Também aí temos outro assunto em que é preciso mudar o Chip”

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