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3 Abril 2018

Os pequenos comerciantes e consumidores de bens essenciais, como água ou electricidade, estão perplexos com a “carga” de custos associados às contas mensais.

O Correio de Azambuja tem recebido, ao longo dos últimos anos, numerosas reclamações por parte de empresários que se queixam do montante exigido pelos fornecedores de bens que, a coberto da lei e dos acordos celebrados com algumas entidades, vão “carregando” os consumidores.

Entre estes fornecedores está, por exemplo, a Águas de Azambuja, onde, ao contrário das expectativas anunciadas em debates realizados anteriormente, se tentou passar a ideia de que para os pequenos consumidores não ocorreram aumentos ou agravamentos.

No entanto, trazemos hoje um exemplo em que um pequeno comerciante local/consumidor paga no 1º escalão por 2 metros cúbicos 4,07 euros, mas pelo contador (agora chamado de “taxa de disponibilidade”) paga 6,05 euros, isto para não falar da “tarifa de saneamento variável” (3,46 euros) e da “tarifa de disponibilidade saneamento”, de 6,05 euros.

Fatura Águas de Azambuja
Fatura Águas de Azambuja

Resumindo, sem baralhar: consumo real (não estimado) – 4,07 euros. Fatura total – mais de 26 euros.

Mas para perplexidade total recebemos outra fatura de uma família consumidora de água, que gastou 12 metros cúbicos de água, correspondentes a 11,86 euros, e tem um valor final a pagar de mais de 35 euros.
Esta é uma situação muitas vezes reportada ao nosso jornal, mas que também faz parceria com os fornecedores de energia, onde é possível constatar que para um consumo de electricidade de 8,42 euros, há uma “sobrecarga” de taxas e impostos de 4,99 euros. Ou seja, a fatura real (não estimada) resulta num total de 13,41 euros.

Como é sabido que o comércio local carece de atualização, renovação e apoio, esta é a realidade para quem ainda resiste e tenta manter as portas abertas e recebe estas “ajudas” destas entidades. Daí que já não nos admire encontrar muitos estabelecimentos e espaços comerciais onde as casas de banho se encontram encerradas, avariadas, etc. Ainda assim, mesmo com um consumo zero, os comerciantes nunca conseguirão fugir à tarifas e RSU de valor mensal superior a 19 euros mais IVA de 6%…

A ACISMA – Associação de Comércio, Indústria e Serviços do Município de Azambuja, já tem sobre este tema uma proposta para apresentar às entidades competentes e que, segundo Daniel Claro, porta-voz, deverá propor a aproximação dos tarifários dos pequenos comerciantes e empresários à tarifa doméstica.