Desemprego estabiliza em Azambuja, mas cresce em relação ao ano anterior

No passado mês de Fevereiro, existiam em Azambuja, 1115 desempregados. Dos quais 47 são jovens à procura do 1º emprego. Um número
idêntico ao registado em Janeiro deste ano. No entanto, a passagem “compulsiva” dos desempregados inscritos do centro de Emprego de Vila Franca para o Centro de Santarém também provocou desistências entre os interessados, a par dos cortes já efectuados nos números de pessoas com subsídio. Estes números que correspondem a cerca de 5% da população residente podem ser considerados muito positivos no entanto esta leitura, pode ser considerada muito directa e superficial se atendermos à idade da população residente, maioritariamente idosa e às prestações de serviços a recibo verde ou a tempo parcial. Aí a observação poderá ser muito mais agravada, aliás e emcomparação, Santarém “apenas possui 3100 desempregados, o que para a dimensão do concelho, coloca este município em patamar menos preocupante. Maispreocupante é o caso de Azambuja ou Alenquer (2.200 desempregados), que mantêm algum  nível de emprego mas à custa de 2 vectores independentes: Uma parte significativa da população activa destes concelhos trabalha em Lisboa e a outra parte tem trabalho pago a médias muito próximas do salário mínimo nacional” – esclarece um ecspecialista por nos contactado.

Já Vila Franca de Xira apresenta na região um quadro de omplicado desenvolvimento com 7500 desempregados inscritos. Já Lisboa tem
27.280  desempregados, dos quais 1.675 são jovens.Resta  esclarecer que há um ano, em Fevereiro de 2011, os desempregados no concelho de Azambuja eram 970.Um aumento em relação ao período homólogo do ano transacto. A estes números não será estranha a conjuntura nacional e internacional e ao facto de a zona industrial de Azambuja estar em período de franco “arrefecimento”.

Coligação contra despedimentos e encontra sucessor de Ramos

 

A Coligação pelo Futuro da Nossa Terra em Azambuja, levou a efeito uma conferência de imprensa em que deu conta de que é contra os despedimentos na câmara.  Jorge Lopes da CPFNT declarou: “a Coligação opor-se-á sempre a todo e qualquer tipo de despedimento e (…) o orçamento apresentado na última assembleia pelo ainda presidente socialista é irrealista porque contém receitas empoladas!”

De regresso aos despedimentos,  o vereador da coligação afirmou estar convencido que haverá mesmo despedimentos na câmara, facto que “foi admitido na ultima assembleia por Luis Salvaterra, o provável sucessor de Joaquim Ramos nas próximas eleições!” Recorde-se que este deputado municipal afirmou em assembleia municipal que a conjuntura desfavorável obrigará a câmara a cortes que inevitavelmente poderão passar pela redução de quadros. Esta declaração chegou mesmo a causar alguma perplexidade na sala, visto tratar-se de um deputado habitualmente ausente das sessões e que agora aparece com algum protagonismo, contrariando a posição do presidente que minutos tinha desmentido 2 órgãos de informação que, em edições anteriores avançavam com a notícia de despedimentos.  Ramos declarou tratar-se de uma “má interpretação já o que estava em causa eram  postos de direcção de departamento e não de trabalho!”