O ato eleitoral estava marcado para esta sexta-feira, dia 17, mas, a poucos minutos da abertura das urnas, foram detetadas algumas “irregularidades” que impediram as votações. Estas, e de acordo com Vasco Ramos, um dos candidatos, prendem-se com “inconformidades nas fichas” dos cooperantes, segundo o que lhe foi dito pela atual direção.

Contudo, o líder da Lista Alternativa, ouvido pelo Correio de Azambuja, não acredita na razão apresentada e diz que só acredita nestas inconformidades “quando eu as vir e saber quais são. Ninguém me disse onde estão as irregularidades”.

Durante a manhã de sábado, a lista liderada por José Manuel Franco partilhou na sua página de Facebook que a decisão em adiar as eleições em nada se prende com “atitudes ou inconformidades por parte desta lista”, recusando, desta forma, as acusações de favorecimento de que foram alvo por parte da lista concorrente.

Para Vasco, esta publicação só vem demonstrar algum conhecimento do que se passou. “Eles vêm logo dizer, assim que sai o comunicado, que não têm nada a ver? Então é porque eles sabem as razões, e portanto sabem mais que eu.”

Ou seja, na sua visão, a lista concorrente está, de certa forma, a ser “favorecida”, uma vez que, com Isabel Silva (da atual direção e candidata a vice-presidente da lista Relançar o Futuro), torna-se possível aceder aos cadernos eleitorais e outras informações privilegiadas, reservadas exclusivamente à atual direção.

O antigo professor reage às acusações e diz que estas são sem “fundamento”, uma vez que teve conhecimento da desconvocatória na mesma altura que a Lista Alternativa. “Tivemos uma reunião com a Assembleia Geral, estavámos lá os dois e disseram-nos que o ato eleitoral iria ser cancelado por inconformidades nos boletins dos cooperadores. É tudo o que sei”, defende José Manuel Franco, entrevistado pelo Correio de Azambuja.

O líder da lista Relançar o Futuro sublinha ainda que “ninguém da minha lista teve acesso a informação privilegiada”, repudiando as acusações de favorecimento por parte de Vasco Ramos. “Se as inconformidades têm a ver com os boletins dos cooperadores, então podemos dizer que não temos nada a ver com elas”, acrescenta o antigo diretor da Escola Secundária de Azambuja, que afirma estar de “consciência tranquila”.

Relembre-se que estas eleições servirão para eleger o novo representante da instituição, que se irá suceder a Carlos Neto, há 30 anos à frente da Cerci. Vasco Ramos e José Manuel Franco são os dois nomes concorrentes ao cargo.

O novo ato eleitoral deverá acontecer no ínicio de fevereiro. Para esta segunda-feira, está prevista uma nova convocatória com a data das eleições.

Leia mais sobre este tema na edição de janeiro do Correio de Azambuja, em distribuição no comércio tradicional já na próxima sexta-feira, dia 24