Até ao momento, ainda não foi colocado nenhum médico de família no concelho de Azambuja. A notícia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Silvino Lúcio, em reunião da Assembleia Municipal, após ter sido questionada pela deputada municipal do Chega, Maria de Fátima Pinto, sobre o ponto de situação da reunião realizada em novembro com o Ministério da Saúde.
Segundo o autarca, das cinco vagas que foram abertas para Azambuja, nenhuma delas foi ocupada no último concurso. No entanto, o Governo abriu, no passado dia 17 de dezembro, um novo concurso com 66 vagas para especialistas de Medicina Geral e Familiar para a região de Lisboa e Vale do Tejo, num total de 235 vagas.
Recorde-se que, nos últimos concursos, nenhum médico optou por Azambuja, e as vagas abertas para o concelho têm ficado sem candidatos. Face à situação, a Câmara de Azambuja criou um regulamento com incentivos e outras vantagens para os médicos que escolham vir trabalhar para o concelho, e o documento, segundo o presidente da Câmara de Azambuja, já está concluído e vai ser apresentado e discutido na Assembleia Municipal em fevereiro.
No momento, cerca de metade da população do concelho de Azambuja não têm médico atribuído, e a falta de médicos no concelho acaba por trazer outros problemas, tais como a demora na emissão de receitas médicas, o que já tem obrigado as farmácias a dispensar os medicamentos sem receita. Em Aveiras de Cima, por exemplo, o médico disponível no posto só vem uma vez por semana e é apenas para passar baixas ou receitas médicas, as quais os utentes chegam a estar cerca de dois meses à espera.
Conforme o Correio de Azambuja já tinha referido, em reportagem publicada em dezembro, Armando Martins, que lidera o Movimento Cívico pela Saúde em Azambuja, esteve reunido, no final de novembro, com representantes do Centro de Saúde e da Câmara Municipal de Azambuja, que prometeram reforçar o número de médicos, através de empresas privadas, e o alargamento do horário de funcionamento do centro de saúde até às 22 horas, mas, para já, tudo continua igual.
Deste encontro, ficou a promessa de uma nova reunião com os responsáveis da ARSLVT para o dia 2 de fevereiro, na qual a situação será novamente discutida.
