A Câmara de Azambuja aprovou, na última reunião de câmara, a abertura do concurso público para as obras de requalificação da Escola Secundária de Azambuja. A empreitada tem um custo a rondar os 4,7 milhões de euros, mais IVA, e terá um prazo de execução de dois anos.
A abertura do concurso foi aprovada por unanimidade, mas os vereadores do PSD, Rui Corça e José Paulo Pereira, e a vereadora do Chega, Inês Louro, admitiram que o projeto não corresponde às expectativas, uma vez que não inclui a construção de um pavilhão desportivo. Na perspetiva do vereador José Paulo Pereira, do PSD, “há questões que não foram contempladas no projeto”, tais como a ausência de balneários junto ao campo de futebol. O autarca criticou ainda o facto de o edifício atual não ser ampliado, e considera que a Escola Secundária de Azambuja é pequena para o número de alunos que tem.
As obras na Escola Secundária de Azambuja, que nunca recebeu nenhuma intervenção desde 1978, vão ser pagas, em grande parte, pela Câmara de Azambuja. A autarquia vai pedir um empréstimo a rondar os dois milhões de euros, mas espera conseguir um financiamento de 1,8 milhões de euros proveniente dos fundos comunitários Portugal 2030 e ainda cerca de meio milhão de euros da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo.
A empreitada prevê a reabilitação total do edifício existente, adaptando-o aos critérios funcionais e de conforto. Recorde-se que a Escola Secundária de Azambuja, para além da ausência de um pavilhão para as aulas de Educação Física, sofre ainda com problemas de infiltração.
