
Na manhã da passada 3ª feira, o executivo reuniu com a ausência do presidente Silvino Lúcio, que estava em reunião da CCDR, ficando presentes apenas seis vereadores. O público foi convidado a intervir, sendo referidas preocupações sobre a recuperação das estradas do concelho.
António Pires questionou qual o destino do pó de alcatrão resultante das obras de pavimentação do ano anterior e lamentou o estado degradado da estrada do Palácio, cheia de buracos e silvas, impossibilitando a circulação automóvel. Perguntou ainda sobre documentação relacionada com a recuperação paisagística e relatórios de resíduos, dizendo já ter solicitado esses documentos e reafirmando a sua existência.
António José Matos, presidente e substituição, respondeu que o material fresado das estradas é normalmente da responsabilidade do empreiteiro, mas foi cedido algum às juntas de freguesia e à Câmara para responder a necessidades locais. Sobre os relatórios, reconheceu um lapso em resposta anterior e confirmou a existência dos documentos referidos, prometendo facultá-los.
Outro interveniente tentou abordar questões relacionadas com o partido Chega, mencionando um caso polémico em Azambuja, mas foi relembrado que o assunto está entregue à Justiça e que não cabe à Câmara Municipal intervir. Houve ainda comentários sobre o património local e a sua preservação.
No segmento dedicado aos vereadores, foi questionado, por Luís Benavente (PSD), se Azambuja fazia parte dos municípios com retenção de fundos devido ao incumprimento no reporte de informação financeira, ao que foi confirmado que sim, com atrasos de cerca de quatro meses, totalizando entre 700.000 e 800.000 euros retidos.
Foram ainda abordados outros temas:
Agradecimento ao anterior comandante da Proteção Civil, Nuno Miguel Fonseca que, embora tendo sido reconduzido em novembro passado, haveria de renunciar ao cargo, por motivos pessoais, nesse sentido, não é de estranhar que tenha sido escolhido Eiffel Garcia, comandante dos bombeiros de Alcoentre.
Tempo ainda para perguntas sobre o estado da candidatura para financiamento da requalificação da Escola Secundária de Azambuja (a candidatura estava prestes a ser submetida, aguardando apenas o estudo geológico);
Estado das pinturas das passadeiras, que aguardam melhores condições meteorológicas;
Questões sobre violência escolar na EB1 de Azambuja, informando-se que o caso está a ser tratado internamente entre a escola e a associação de pais.
Foi também discutido o projeto Aveiras Eco Valley, que prevê um investimento de 200 milhões de euros e uma intervenção em 210 hectares, com impacto estimado de 10.000 novos habitantes. O PSD solicitou um ponto de situação de todos os Planos de Pormenor aprovados nos últimos 25 anos e questionou os atrasos frequentes nestes processos. O executivo respondeu que muitos dos planos anteriores não avançaram por diversos motivos (nomeadamente reservas agrícolas e traçados de linhas de alta tensão), estando alguns pontos a aguardar decisões de organismos superiores ou alterações de enquadramento.
A sessão terminou com a promessa de enviar ao PSD o ponto de situação dos planos de pormenor.
Aida Vaz – Casa das Notícias 2026
