0 0
Read Time:2 Minute, 11 Second

Mais de metade dos portugueses (57%) considera que a pandemia dificultou o seu acesso a cuidados de saúde, sendo a população mais idosa (69%) e os doentes crónicos (70%) quem mais manifesta esta dificuldade, revela um estudo divulgado hoje, dia 29.

Os dados do estudo “Acesso a cuidados de saúde em tempos de pandemia”, realizado pela GFK Metris e apresentado na Ordem dos Médicos, referem que esta situação resulta de “uma experiência efetiva”: 692 mil portugueses não realizaram as consultas médicas que tinham marcadas, uma vez que estas tinham sido canceladas.

Segundo o inquérito, cerca de dois milhões de portugueses, entre março a agosto, tiveram algum ato médico marcado, sendo na sua maioria (89%) consultas, enquanto 23% tinham exames, 5% uma cirurgia programada e 3% internamento.

“Embora a maioria dos 664 mil portugueses que se sentiram doentes durante a pandemia – 454 mil, ou seja, 69% – tenha recorrido aos cuidados de saúde, três em cada 10 (210 mil ou 31%) não o fizeram”, referem os autores do estudo em comunicado.

Cerca de 40% dos inquiridos diz que recorreria de certeza a cuidados de saúde durante a pandemia em caso de necessidade, 35% afirma que só recorria se a situação fosse grave e mais de 22% refere que “provavelmente recorreria”.

Metade dos participantes referiu ainda que se sente seguro e confortável no acesso a cuidados de saúde. Já quem sente insegurança, aponta o receio de contágio como principal motivo para evitar uma ida ao médico.

Teleconsulta não convenceu os portugueses

O estudo também quis perceber de que forma os portugueses aceitaram a telemedicina, tendo concluído que 775 mil tiveram uma consulta médica por este meio, com 90% a realizá-la.

O estudo sublinha ainda que, “apesar de a experiência ter sido considerada muito satisfatória, a verdade é que dois terços não gostariam de voltar a ter esta solução em nenhuma situação ou só em casos muitos excecionais”.

Para outro terço, a teleconsulta só poderia ser uma opção em algumas consultas. Só 2% das pessoas gostariam de manter a teleconsulta em todas ou quase todas as ocasiões.

O estudo, promovido pelo “Movimento Saúde em Dia – Não Mascare a Sua Saúde”, iniciativa da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) e da Ordem dos Médicos (OM), visou auscultar as opiniões e captar as perceções dos portugueses sobre a pandemia COVID-19 e o seu impacto no acesso a cuidados de saúde.

O inquérito foi realizado com base em questionários presenciais, entre 28 de agosto e 07 de setembro, com uma amostra representativa da população portuguesa, constituída por mais de mil pessoas maiores de 18 anos residentes em Portugal Continental.

(com Lusa)

About Post Author

Correio de Azambuja

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %