No concelho de Azambuja, dos mais de 19 mil utentes inscritos nos centros de saúde, quase metade não tem médico de família atribuído. Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, existem, no total, oito médicos de família, divididos por quatro centros de saúde: Azambuja, Aveiras de Cima, Alcoentre e Manique do Intendente, sendo que este número inclui também os médicos de recurso e os que trabalham a tempo parcial.

No entanto, este valor não corresponde à realidade do concelho, uma vez que o centro de saúde de Alcoentre não tem nenhum médico de família, tendo apenas o médico de recurso, e Aveiras de Cima tem apenas uma profissional atribuída, e que neste momento se encontra de baixa por gravidez de risco.

A única solução, em Aveiras de Cima, é o médico de recurso, que está disponível apenas às sextas-feiras. É importante referir ainda que este centro de saúde recebe utentes das freguesias de Aveiras de Baixo e Vale do Paraíso, cujos centros de saúde encerraram por falta de profissionais de saúde.

De acordo com a vereadora com o pelouro da Saúde, Sílvia Vítor, em declarações ao Correio de Azambuja, o concelho precisa de um reforço de, pelo menos, seis médicos, para dar resposta a todos os utentes. Para já, está a decorrer o concurso para a colocação de médicos nas unidades de saúde, sendo que foram abertas cinco vagas para Azambuja, mas não há, por enquanto, certezas se todas as vagas serão preenchidas.

Recorde-se que a falta de clínicos é um dos problemas mais graves do concelho de Azambuja, uma vez que os médicos colocados têm saído ao final de uns tempos. “Há muitos médicos do norte do país, que depois arranjam a possibilidade de ficar mais perto de casa, e por isso é que se vão embora”, acrescentou a vereadora.

No entanto, o município está a estudar um grupo de benefícios para ajudar à fixação dos clínicos, que podem passar por casa e creche gratuita, entre outros.